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quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Words » Fisiologia do Casamento - Honoré de Balzac


"XXVII - O casamento é uma ciência"

Partindo deste pressuposto, é recomendável a leitura deste tratado a todos os cavalheiros que pretendem enveredar por essa estranha instituição que é o casamento. As meninas também o poderão fazer, mas cuidado, a abertura do livro é bastante elucidativa:

“A mulher que, atraída pelo título deste livro, tiver a tentação de o abrir, pode dispensar-se disso, porque já, inconscientemente, o leu. Por mais malicioso que possa ser um homem, nunca dirá tanto de bem nem tanto de mal das mulheres, como elas pensam de si mesmas. Se, apesar deste aviso, qualquer senhora persistir em ler esta obra, deverá a delicadeza impor-lhe a lei de não maldizer o autor, desde o momento em que ele, privando-se das aprovações que lisonjeiam os artistas, deixou de algum modo gravada sobre o frontispício do seu livro a prudente inscrição lida à porta de alguns estabelecimentos: É vedada a entrada às senhoras.”

sábado, 10 de março de 2007

So True...


"...You can get anything in this world if you genuinely don´t want it..."

George Orwell in Keep the Aspidistra Flying

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Understanding Women (an utopia)...

"I think they are the films of a woman
And I think that their caracteristic time quality
Is the time quality of a woman
I think the strenght of men
Is their great sense of immediacy
They are a "now" creature
And a woman has strenght to wait
Because she's had to wait
She has to wait nine months for the concept of a child
Time is built in into her body
In the sense of becomingness
And sees everything in the terms of it being
In the stage of becoming
She raises a child knowing not what it is at any moment
But seeing always the person that will become
Her whole life from her very beginning
Now, in any time form this is a very important sense
I think that my films putting as much stress as they do
upon the constant metamorphosis
one image always becoming another
That is, it is what is happening that is important in my films
no what is at any moment
this is a woman time sense..."

Arquivo audio incluído no documentário de Martina Kudlácek onde Maya Deren explica a percepção temporal feminina implícita nos seus filmes. Acho que devia ter visto este documentário há mais tempo, mas antes tarde que nunca...


sábado, 27 de janeiro de 2007

Apresentação da Acção de Formação “Marca o Futuro” 02'

Aqui fica também o meu depoimento, que foi acompanhado pela imagem do post seguinte:


“A viagem não começa quando se percorrem as distâncias,

mas quando se atravessam as nossas fronteiras interiores”

(Mia Couto in “O Outro Pé da Sereia”)

Foi numa daquelas viagens de metro desprovidas de sentido, numa daquelas leituras aparentemente inócuas, que um amigo meu viu, no jornal “Metro”, o anúncio referente à abertura dos cursos do Programa Polis. Confesso que a princípio me parecia pouco credível a existência de um curso subsidiado ministrado pela Etic, mas sem dúvida que valia a pena averiguar, qualquer coisa era melhor que aquele curso-que-parecia-não-ir-a-lado-nenhum em que estava metido. Depois de uns telefonemas, alguma papelada e umas horas no Centro de Emprego, arredava agora a cadeira e sentava-me para uma entrevista com a Patrícia Lemos. O curso parecia bastante aliciante quer sob o ponto de vista formativo, quer pelo projecto que se pretendia desenvolver. Não obstante, implicava nove meses de viagens Alverca-Almada, uma média de 2 horas para cada lado, 4 horas por dia, num total aproximado de 792 horas de tempo perdido em transportes, fora o tempo psicológico. Ou seja, após 5 anos de licenciatura na FCT/UNL esperavam-me mais 9 meses de motoristas carrancudos e de íntima convivência com estranhos que cheiram a refogado, pela manhã. Como seria de esperar, não pensei duas vezes.

No primeiro dia de formação, o pequeno-almoço foi uma sandes mista de expectativa e receio. Por um lado a Etic era uma instituição de renome, mas por outro, o receio de estar a sair de um curso-que-parecia-não-ir-a-lado-nenhum para me meter noutro estava bem latente. O receio rapidamente se dissolveu na coexistência com colegas, staff e equipa formativa da Etic, num espaço imperfeito mas que evolui e se adapta às nossas necessidades (embora deva dizer que o sofá é uma das necessidades prementes ainda não resolvidas ), tudo isto resultando num sentimento de expectativas superadas e de crescimento pessoal e profissional. Por esta oportunidade, o meu muito obrigado.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Words 01' » O outro pé da sereia - Mia Couto (Editorial Caminho, 2006)



“A viagem termina quando encerramos as nossas fro
nteiras interiores, Regressamos a nós mesmos, não a um lugar.”

"Romance de Mia Couto passeia por contextos históricos, políticos e sociais que marcaram Moçambique desde a origem do colonialismo português até 2002, dez anos após o término da guerra civil que sangrou a nação por dezesseis anos."